Equinor conclui instalação de estacas-torpedo para ancoragem de FPSO no projeto Raia
O projeto Raia avançou em seu cronograma de desenvolvimento com a conclusão da instalação das 24 estacas-torpedo que formam o sistema de ancoragem do FPSO que operará no campo.
O marco representa uma inovação para a operadora do ativo, conforme destacou Jhordann Barrera, gerente de operações marítimas de SURF do projeto Raia. Esta foi a primeira vez que a Equinor utilizou a tecnologia de estacas-torpedo, solução que foi originalmente desenvolvida pela Petrobras.
“A Equinor instalou as estacas em um recorde de profundidade no mundo. A instalação das estacas-torpedo é um elemento crítico do projeto para aproximar-nos ao início das operações para entregar energia para o Brasil. O projeto Raia irá entregar aproximadamente 15% do gás que o país precisará nos próximos anos”, destacou.
O avanço ocorre poucos dias após a Equinor concluir a instalação do PLEM (Pipeline End Manifold), equipamento submarino responsável por conectar os risers do FPSO ao gasoduto que transportará o gás natural até a costa. O sistema foi instalado a aproximadamente 2.700 metros de profundidade, na Bacia de Campos, reforçando o avanço das obras de infraestrutura submarina do projeto.
Localizado no pré-sal da Bacia de Campos, a cerca de 200 quilômetros da costa brasileira, o campo de Raia está situado em lâminas d’água que chegam a 2.900 metros. O projeto é operado pela Equinor, com participação de 35%, em parceria com a Repsol Sinopec Brasil (35%) e a Petrobras (30%).
Com início das operações previsto para 2028, Raia é considerado um dos principais projetos de gás natural em desenvolvimento no país. A expectativa é que o empreendimento seja capaz de produzir e escoar cerca de 16 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, volume suficiente para atender aproximadamente 15% da demanda nacional pelo combustível. O projeto também integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) do Governo Federal.
Além da produção de gás, as estimativas apontam que a área possui reservas recuperáveis superiores a 1 bilhão de barris de óleo equivalente (boe), consolidando Raia como um dos mais importantes ativos em desenvolvimento no pré-sal brasileiro.
