ANP avança com estudos do bloco Oeste de Jubarte para inclusão no Pré-Sal
A Bacia de Campos fecha uma semana movimentada no setor petrolífero. Após a Petrobras arrematar novos blocos exploratórios em uma oferta bilionária, a diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, nesta sexta-feira (9), os estudos geológicos e econômicos do bloco Oeste de Jubarte. O objetivo é avaliar a inclusão da área na Oferta Permanente sob o regime de Partilha.
A documentação segue agora para análise do Ministério de Minas e Energia (MME), que decidirá sobre a realização da licitação.
Localizado no Polígono do Pré-Sal, o bloco de Oeste de Jubarte abrange cerca de 690 km² e é classificado pela ANP como uma área de alto potencial. As estimativas preliminares da agência indicam um volume médio total de óleo equivalente na casa das dezenas de milhões de barris (considerando o volume sem a ponderação de riscos exploratórios).
A aprovação pela ANP não significa que a área será necessariamente incluída em uma futura rodada de licitação. Caberá ao MME, com base nos estudos técnicos e em sua avaliação estratégica, propor ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), após ouvir a agência reguladora, quais blocos serão ofertados sob o regime de partilha de produção.
A configuração geográfica analisada para o bloco inclui a extensão Norte de Caxaréu e exclui as áreas abrangidas pelo Acordo de Individualização da Produção (AIP) relacionado às extensões de Jubarte. Com o encaminhamento dos estudos ao Ministério de Minas e Energia, a área seguirá para avaliação da possibilidade de oferta no regime de partilha de produção, etapa que dependerá da decisão dos órgãos responsáveis pela definição dos blocos a serem licitados.
