Economia

União recebe 55,5 milhões de barris do pré-sal em 2025, alta de 98%

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A União teve direito a 55,5 milhões de barris de petróleo oriundos da produção do pré-sal em 2025, considerando as parcelas referentes aos contratos de partilha de produção (CPPs) e aos acordos de individualização da produção (AIPs). O montante representa uma alta de 98% na comparação em 2024, quando foram contabilizados 27,9 milhões de barris. Segundo a PPSA, o avanço ocorreu, sobretudo, por conta da ampliação da produção dos FPSOs Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero, e Tamandaré, em Búzios.

O campo de Mero liderou a produção no ano, com 36,44 milhões de barris destinados à União, seguido por Sépia (6,49 milhões) e Búzios (2,85 milhões). O período também foi marcado pelo início das operações do FPSO Bacalhau, no campo de Norte de Carcará.

Já em relação ao gás natural, a União teve direito à exportação de 137 milhões de metros cúbicos (m³) em 2025, mais que o dobro do volume apurado no ano anterior (58 milhões de m³). Sépia foi o maior exportador, com 76,17 milhões de m³, seguido por Tupi (18,45 milhões) e Sapinhoá (13,08 milhões). O desempenho positivo está associado à elevada performance dos FPSOs Carioca, em Sépia, e Almirante Barroso, em Búzios, além de melhorias no sistema de tratamento de gás das plataformas P-76 e P-77, também em Búzios.

Segundo o diretor-presidente da companhia, Luis Fernando Paroli, a trajetória de crescimento está alinhada às projeções internas. Ele destacou a relevância estratégica do pré-sal e a importância da gestão eficiente dos contratos para maximizar os resultados da União. A expectativa é de expansão acelerada nos próximos anos, podendo ultrapassar 500 mil barris por dia até 2033.

Em 2025, os contratos sob regime de partilha totalizaram 488,84 milhões de barris de petróleo, crescimento de cerca de 30% frente a 2024, quando a produção foi de 370,58 milhões de barris. Búzios foi o principal produtor nesse modelo, com 203,17 milhões de barris, seguido por Mero (193,99 milhões) e Sépia (33,19 milhões).

No gás natural, os contratos de partilha registraram exportação de 2 bilhões de m³ no ano, alta aproximada de 55% em comparação ao período anterior. Búzios novamente liderou, com 1,67 bilhão de m³, seguido por Sépia (346,84 milhões) e Sapinhoá (28,02 milhões).

 

RECORDE EM DEZEMBRO

 

A União encerrou 2025 com recorde mensal de produção. Em dezembro, a parcela de petróleo destinada à União atingiu 186 mil barris por dia (bpd), considerando nove contratos de partilha e os AIPs das áreas não contratadas de Atapu, Mero, Tupi e Jubarte. No mesmo mês, o volume de gás natural correspondente à União foi de 624 mil m³ por dia, em cinco contratos de partilha e nos AIPs de Tupi e Jubarte.

A produção média total de petróleo sob o regime de partilha alcançou 1,5 milhão de bpd em dezembro, 3% acima do mês anterior, impulsionada pela retomada operacional das unidades de Búzios após paradas programadas. Mero foi o maior produtor no período, com 612,91 mil bpd, seguido de Búzios, com 599,52 mil bpd.

Já a produção total de gás natural no mês foi de 6,31 milhões de m³ por dia, volume 3% inferior ao mês anterior, em razão da redução das exportações em Sépia. Búzios respondeu por 4,75 milhões de m³ por dia, o equivalente a 75% do total exportado no período.


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