Estado do Rio

Indústria do Rio de Janeiro começa 2026 com crescimento bem acima da média nacional

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A indústria do estado do Rio de Janeiro iniciou 2026 com desempenho expressivo. Em janeiro, a produção industrial fluminense registrou crescimento de 5,6% em comparação com o mesmo mês de 2025, resultado significativamente superior à média nacional, que ficou em 0,2%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho coloca o estado entre os principais destaques da indústria brasileira neste início de ano. Enquanto o setor industrial do país apresentou praticamente estabilidade na comparação anual, o resultado do Rio de Janeiro indica um ritmo mais acelerado de crescimento.

O avanço também reforça uma tendência positiva observada em levantamentos recentes, apontando para um cenário de maior dinamismo da indústria fluminense e sinalizando um início de ano mais aquecido para o setor no estado.

No acumulado de 12 meses, a produção industrial fluminense registra alta de 5,7%. É um número relevante porque ajuda a mostrar que não se trata apenas de um soluço de janeiro, mas de um movimento mais consistente da indústria no estado.

No cenário nacional, o quadro foi bem mais moderado. O IBGE informou que, na comparação com janeiro de 2025, a indústria brasileira teve variação positiva de apenas 0,2%, interrompendo uma sequência de três meses de taxas negativas. O dado mostra que houve melhora, mas em intensidade bem menor do que a observada no Rio de Janeiro.

O desempenho fluminense acabou sendo usado politicamente pelo governo estadual. O governador Cláudio Castro disse que o resultado reflete o fortalecimento do ambiente econômico e os esforços para estimular a atividade produtiva. Já o secretário Vinicius Farah afirmou que o estado vem reagindo com resiliência mesmo diante de incertezas no cenário nacional e internacional.

Mais do que o discurso oficial, o dado do IBGE é um sinal importante para a economia do estado. Quando a indústria cresce de forma mais acelerada, o impacto tende a se espalhar por emprego, renda, arrecadação e cadeia de fornecedores. No caso do Rio, isso ganha ainda mais peso num momento em que o estado tenta sustentar atividade econômica em diferentes frentes, sem depender só do setor de óleo e gás.


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