Brasil é 1º da América do Sul na plataforma global Geo3D
Os cinco modelos geológicos 3D desenvolvidos pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) integram a plataforma criada pelo Instituto Geológico Polonês. Ambos estão em tratativas para formalizar um MoU
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) desenvolveu cinco modelos geológicos tridimensionais (3D) que foram publicados, em março, na plataforma internacional Geo3D, criada pelo Instituto Geológico Polonês – Instituto Nacional de Pesquisa (PGI-NRI).
Com isso, o Brasil se tornou o primeiro país da América do Sul a integrar a coleção do instituto, que reúne mais de 150 modelos de serviços geológicos de todo o mundo.
O Geo3D reúne ainda modelos de países como Alemanha, Holanda, Reino Unido, Escócia, Suíça, Suécia, Eslovênia, Nova Zelândia, Canadá, Estados Unidos e Polônia.
De acordo com o chefe da Divisão de Economia Mineral e Geologia Exploratória (DIEMGE), Eduardo Grissolia, é fundamental para o país disponibilizar as informações técnicas em uma plataforma de acesso aberto e de alcance global.
“A iniciativa permite que instituições geocientíficas compartilhem seus projetos, metodologias e resultados dentro de um ambiente colaborativo, promovendo transparência, intercâmbio técnico e disseminação do conhecimento”, explicou ele.
Chefe da Divisão de Economia Mineral e Geologia Exploratória (DIEMGE), Eduardo Grissolia (Foto: LinkedIn)
O SGB e o PGI-NRI estão em tratativas para a formalização de um Memorando de Entendimentos (MoU) que estabelece diretrizes gerais para colaboração técnico-científica entre as instituições. As linhas preliminares de cooperação identificadas entre as instituições incluem temas como inovação em modelagem geológica e visualização 3D, minerais críticos para a transição energética, armazenamento de CO₂ (CCS) e circularidade mineral.
Os modelos geológicos tridimensionais são uma extensão dos mapas geológicos bidimensionais (2D) tradicionais, incorporando a profundidade (Z) como terceira dimensão (3D) ao objeto de estudo. Esses modelos representam a geologia em subsuperfície, permitindo a visualização de profundidades, espessuras, aspectos estruturais e propriedades físico-químicas das unidades geológicas em um espaço volumétrico.
Um dos modelos desenvolvidos pelo SGB (Fonte: SGB)
