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Petrobras sinaliza com decisão de voltar a investir na Bacia de Campos

A Petrobras informou recentemente que voltará a fazer investimentos na Bacia de Campos. A ação foi motivada após a estatal não conseguir a licença para a exploração da Foz do Amazonas, que segue sem aprovação ambiental.

A estratégia da Petrobras com a Bacia de Campos se destaca no momento em que a estatal enfrenta dificuldades para expandir suas operações no litoral norte do país. A Margem Equatorial, que inclui a Foz do Amazonas, já foi negada uma vez pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), bloqueando um projeto que poderia gerar 350 mil empregos.

Segundo O Globo, a companhia então decidiu redirecionar seus esforços para os campos de produção mais maduros, apostando em tecnologias de ponta e técnicas de recuperação para extração de petróleo ainda presente em áreas exploradas desde a década de 1970.

Sob a liderança de Magda Chambriard, presidente da Petrobras e engenheira de reservatórios, a estatal pretende investir massivamente na Bacia de Campos, com um planejamento de longo prazo para ampliar as reservas.

De acordo com a executiva, há um potencial significativo de produção na região, com a possibilidade de retirar até a mesma quantidade de óleo e gás já extraídos nos últimos 50 anos.

Para a revitalização da Bacia de Campos, a Petrobras tem apostado em técnicas modernas de recuperação de poços e no reaproveitamento de plataformas antigas, que tiveram sua aposentadoria suspensa. Atualmente, estima-se que a região possua um fator de recuperação de apenas 17%, o que sugere um volume considerável de petróleo ainda disponível para extração.

“A produção de Campos tem um fator de recuperação de 17%. Com as técnicas atuais, a expectativa é manter a produção por mais 40 a 50 anos, extraindo o mesmo volume produzido até hoje,” afirmou Magda Chambriard durante evento recente.

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