P-35 encerra ciclo na Bacia de Campos e inicia processo de descomissionamento
Depois de duas décadas de atuação no campo de Marlim, na Bacia de Campos, a plataforma P-35 iniciou uma nova etapa de sua trajetória. A unidade foi retirada da área de produção e atracou no início de maio no Arsenal da Marinha, localizado na Ilha das Cobras, na Baía de Guanabara, onde permanecerá temporariamente durante o processo de descomissionamento.
A transferência da plataforma exigiu uma operação complexa, concluída após 64 horas de navegação. A ação contou com o trabalho de uma equipe multidisciplinar formada por mais de 200 profissionais diretamente envolvidos e cerca de 100 colaboradores atuando de forma indireta.
Durante o período de permanência no Arsenal da Marinha, estimado entre 90 e 120 dias, a P-35 passará por uma série de intervenções técnicas. Entre os serviços programados estão a limpeza do casco e a adequação do calado aéreo, que inclui a retirada da torre flare.
As modificações são necessárias para permitir que a unidade atravesse futuramente a Baía de Guanabara e passe sob a Ponte Rio-Niterói com segurança. Após essa etapa, a plataforma seguirá para o Porto do Clip, onde será submetida a avaliações para verificar a possibilidade de reaproveitamento de parte de sua estrutura em novos projetos da Petrobras.
A movimentação marca mais um capítulo do programa de descomissionamento de plataformas da companhia, que busca dar destinação adequada às unidades que encerram seu ciclo produtivo, além de analisar oportunidades de reutilização de equipamentos e estruturas.
De acordo com a gerente do Projeto de Descomissionamento da P-35, Cristiane Rocha, “é a primeira vez que teremos uma plataforma passando pelo processo de descomissionamento tão próxima da costa, perto do Museu do Amanhã. É importante saber que a área é apropriada e não oferece riscos. É um local onde a Marinha já está acostumada com o fluxo de embarcações e atracação de navios e porta-aviões”.
Com seus 330 metros, a P-35 é uma unidade do tipo FPSO – plataforma de produção que armazena e transfere petróleo e gás – que foi convertida a partir do navio José Bonifácio, e iniciou suas operações no campo de Marlim em agosto de 1999 e teve a parada de produção definitiva em 2021.
