Produção de petróleo no pré-sal bate recorde e chega a 1,57 milhão de barris por dia em março
A produção de petróleo sob o regime de partilha alcançou um novo recorde em março, atingindo a marca de 1,57 milhão de barris por dia (bpd). O volume representa um crescimento de 7% em relação ao mês anterior e supera o recorde anterior, registrado em outubro de 2025, quando a produção chegou a 1,54 milhão de barris diários.
O avanço foi impulsionado principalmente pela entrada em operação do terceiro poço produtor do campo de Bacalhau, além do retorno das plataformas P-70, no campo de Atapu, e P-76, em Búzios, após passarem por paradas programadas de manutenção.
Entre os campos produtores, Búzios liderou a produção no período, com média de 654,89 mil barris por dia. Na sequência aparece o campo de Mero, que registrou 633,67 mil barris diários.
Os dados fazem parte do Boletim Mensal da Produção divulgado nesta terça-feira (19) pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), estatal responsável pela gestão dos contratos de partilha de produção no pré-sal brasileiro.
A parcela de petróleo destinada à União somou 184 mil bpd em março, considerando os contratos de partilha de produção (CPPs) e os acordos de individualização da produção (AIPs), volume 1% superior ao observado em fevereiro. Nos contratos de partilha, a participação da União foi de 164 mil bpd, com destaque para Mero, responsável por 78% desse total, equivalente a 128,08 mil bpd.
Desde o início da série histórica, em 2017, a produção acumulada no regime de partilha chegou a 1,66 bilhão de barris, dos quais 127,71 milhões de barris correspondem à parcela da União.
Além disso, a parcela de gás natural exportada pela União atingiu 244 mil metros cúbicos por dia em cinco contratos de partilha de produção e nos AIPs de Tupi e Jubarte. A parcela da União nos CPPs alcançou 150 mil metros cúbicos por dia em março, avanço de 25% frente a fevereiro. O resultado foi influenciado pelo retorno das operações da unidade P-76, em Búzios, apesar da redução de 21% nas exportações de Espadim devido ao início de uma parada programada de produção.
