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Petrobras retoma controle total de campos na Bacia de Campos em negócio de US$ 450 milhões

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A Petrobras anunciou, na segunda-feira (16), uma movimentação estratégica que chamou a atenção do setor de óleo e gás. A empresa exerceu seu direito de preferência para adquirir os 50% de participação da Petronas nos campos de Tartaruga Verde e no módulo III de Espadarte, localizados na Bacia de Campos, em uma transação avaliada em US$ 450 milhões.

Com a conclusão do acordo, a estatal volta a deter 100% dos ativos, mantendo a operação dos campos e consolidando sua posição em áreas consideradas relevantes para sua estratégia. A medida altera o arranjo anterior de  tratamento e reorganiza o controle operacional desses projetos.

Ao assumir integralmente os campos, a Petrobras fortalece sua presença em ativos estratégicos e amplia sua capacidade de gestão sobre o portfólio. O movimento também garante maior autonomia nas decisões operacionais, reforçando o alinhamento com seus objetivos de longo prazo.

Além disso, a recompra se alinha ao Plano de Negócios da companhia, que prioriza ativos com maior potencial de geração de valor. Esse movimento demonstra, portanto, uma estratégia focada em eficiência, disciplina de capital e resiliência econômica e ambiental.

Por outro lado, a operação representa um impacto relevante para a Brava Energia, que havia anunciado, em janeiro de 2026, um acordo para adquirir esses ativos da Petronas. A empresa enxergava a aquisição como uma oportunidade de expandir sua produção e reduzir sua alavancagem financeira.

Além disso, os campos seriam incorporados ao portfólio da companhia, fortalecendo sua atuação no setor. No entanto, com o exercício do direito de preferência pela Petrobras, esse avanço foi interrompido, alterando os planos previamente divulgados.

Segundo comunicado oficial da Petrobras, o pagamento será realizado de forma estruturada e escalonada. Inicialmente, serão pagos US$ 50 milhões na assinatura do contrato. Em seguida, US$ 350 milhões serão quitados no fechamento da operação, conforme previsto.

Além disso, o acordo inclui duas parcelas adicionais de US$ 25 milhões cada, que serão pagas após 12 e 24 meses do closing. Ainda assim, os valores poderão ser ajustados com base nos resultados econômicos dos ativos desde 1º de julho de 2025, data efetiva considerada na transação.

A conclusão da operação depende, portanto, de etapas regulatórias e contratuais. Entre elas, destaca-se a necessidade de aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Além disso, outras condições previstas em contrato também deverão ser cumpridas antes do fechamento definitivo. Esse processo garante conformidade com as normas do setor e segurança jurídica para a transação.

Os campos de Tartaruga Verde e Espadarte – Módulo III estão localizados na porção sul da Bacia de Campos. Esses ativos operam em lâminas d’água entre 700 e 1.620 metros, caracterizando operações offshore relevantes.

Atualmente, a produção conjunta gira em torno de 55 mil barris de óleo por dia, o que reforça sua importância no portfólio da companhia. Além disso, a extração é realizada por meio do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, unidade responsável pela produção na região.

Segundo a Petrobras, a aquisição apresenta condições econômico-financeiras atrativas e amplia a capacidade de gestão estratégica dos ativos. Além disso, a operação reforça diretrizes como mitigação de riscos, disciplina na alocação de capital e priorização de ativos com maior retorno aos acionistas. Esse posicionamento evidencia uma estratégia voltada para eficiência operacional e sustentabilidade econômica no longo prazo.


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